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Segurança dos alimentos também vale para  suplementos: o que observar antes de comprar  creatinas 

Debate ampliado pelo mês da Segurança dos Alimentos reforça que procedência, rotulagem  e controle de qualidade devem orientar a compra de suplementos como a creatina 

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A segurança dos alimentos também precisa fazer parte da decisão de compra de  suplementos alimentares, especialmente em categorias que ganharam espaço entre  consumidores que buscam saúde, desempenho físico e bem-estar. Embora o Dia Mundial da  Segurança dos Alimentos seja celebrado em 7 de junho, a data mantém o tema em debate  ao longo do mês e amplia a discussão sobre riscos que não se limitam aos alimentos  tradicionais. 

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, 600 milhões de pessoas adoecem todos  os anos em razão de 200 tipos diferentes de doenças transmitidas por alimentos. No Brasil,  a Anvisa reforça que a data tem como objetivo chamar atenção para a prevenção, detecção  e gestão de riscos ao longo da cadeia produtiva, do produtor ao consumidor. 

No caso dos suplementos, esse cuidado envolve fatores como origem da matéria-prima, boas  práticas de fabricação, controle laboratorial, composição declarada e informações presentes  no rótulo. A creatina, por exemplo, é um composto naturalmente presente no organismo e em  alimentos de origem animal, mas que também é consumido em forma de suplemento  alimentar, o que exige atenção à regularidade do produto antes da compra. 

Mercado aquecido exige mais atenção do consumidor 

A popularização da creatina colocou o produto no centro das conversas sobre suplementação  esportiva e saúde preventiva. O aumento da procura, porém, também torna mais importante  a avaliação sobre procedência e conformidade. Em 2025, a Anvisa divulgou resultados de  análise em suplementos de creatina vendidos no país, com avaliação de teor do ingrediente,  adequação de rotulagem e presença de matérias estranhas. As amostras foram coletadas no  segundo semestre de 2024 em empresas fabricantes. 

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Para a Vitafor, empresa brasileira do setor de suplementos nutricionais, o debate precisa ir  além da escolha por preço ou popularidade do produto. “Quando o consumidor compra um  suplemento, ele não está escolhendo apenas uma fórmula. Ele está confiando em uma cadeia inteira de produção, análise, armazenamento e comunicação. Por isso, a segurança dos  alimentos também precisa ser aplicada à suplementação, com o mesmo rigor técnico  esperado em outras categorias de consumo”, afirma Lucila Santinon, nutricionista da Vitafor. 

A regulamentação brasileira estabelece requisitos sanitários para suplementos alimentares.  A RDC 243/2018, da Anvisa, trata de composição, qualidade, segurança e rotulagem desses  produtos, além de restringir alegações permitidas conforme normas específicas. Na prática,  isso significa que rótulos não devem prometer efeitos sem base regulatória nem ocultar  informações relevantes sobre composição e uso. 

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O que observar antes da compra 

Um dos primeiros pontos de atenção é a clareza do rótulo. O consumidor deve verificar a lista  de ingredientes, a porção recomendada, a identificação do fabricante, o lote, a validade e as  orientações de uso. Informações confusas, promessas exageradas ou ausência de dados  básicos são sinais de alerta. 

Outro critério relevante é a procedência. Produtos comprados em canais não confiáveis  podem aumentar o risco de falsificação, armazenamento inadequado ou divergência entre o  que está declarado e o que é entregue. No comércio eletrônico, esse cuidado deve ser ainda  maior, já que preço muito abaixo do praticado no mercado pode indicar necessidade de  verificação adicional. 

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A Vitafor avalia que a educação do consumidor é parte essencial da segurança. “A decisão  de compra precisa considerar evidência, transparência e rastreabilidade. Um suplemento  seguro não depende apenas do ingrediente principal, mas de processos consistentes,  controle de qualidade e informação correta para que o consumidor use o produto de forma  adequada”, enfatiza Lucila. 

Segurança também depende de orientação profissional 

Embora suplementos sejam vendidos sem prescrição obrigatória em muitos casos, o  consumo deve considerar rotina alimentar, objetivos individuais, histórico de saúde e  orientação de nutricionistas ou médicos. A automedicação nutricional, baseada apenas em  tendências de redes sociais, pode levar ao uso inadequado, expectativas irreais ou  combinação desnecessária de produtos. 

A discussão ganha força em um ambiente em que saúde, alimentação e performance física  passaram a ocupar mais espaço no cotidiano. Para empresas do setor, o desafio é combinar 

inovação com responsabilidade técnica. Para consumidores, a recomendação é priorizar  produtos com informações claras, fabricantes identificáveis e canais oficiais de compra. 

O mês da Segurança dos Alimentos, portanto, também serve como alerta para a  suplementação. A escolha de uma creatina deve envolver mais do que reputação digital ou  indicação informal. Deve partir de critérios objetivos de segurança, qualidade, rotulagem e  procedência. 

Sobre a Vitafor 

Fundada em 2005, em Sorocaba, no interior de São Paulo, a Vitafor atua no mercado  brasileiro de suplementos nutricionais, vitaminas e nutracêuticos. A empresa desenvolve  produtos voltados a diferentes perfis de consumo e mantém atuação associada à nutrição,  saúde e bem-estar, com foco em qualidade, ciência e inovação.