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Não vai dar para eu ir: esta construção está correta?

Não vai dar para eu ir é uma expressão comum no português brasileiro usada para comunicar a impossibilidade de participar de algum compromisso. Mas será que essa construção está realmente correta do ponto de vista gramatical? Vamos desvendar essa dúvida que incomoda muita gente na hora de falar ou escrever formalmente.

Na maioria das vezes, essa frase aparece em conversas cotidianas, mensagens de texto e até e-mails informais. Apesar de intuitiva para bons falantes, a estrutura verbal e o uso do pronome pessoal geram debates entre especialistas e curiosos pela língua, que gostariam de evitar erros desnecessários. Prepare-se para entender quando e por que “não vai dar para eu ir” pode estar certo ou não.

A gramática por trás de “não vai dar para eu ir”

Para entender se “não vai dar para eu ir” está correto, é importante analisar a concordância e o papel de cada termo na frase. O verbo “dar”, nesse caso, é utilizado no sentido de “ser possível” ou “acontecer”, funcionando como verbo impessoal, que não se refere a um sujeito agente.

No entanto, a expressão possui o detalhe do infinitivo pessoal: “eu ir”. O infinitivo pode ser simples (sem flexão) ou pessoal, que concorda com o sujeito. Essa flexão é essencial para indicar quem realiza a ação, especialmente em construções com preposição, como “para” antes do verbo.

Quando usar o infinitivo pessoal?

  • Infinitivo simples: corresponde a uma ação genérica ou sem sujeito explícito, como em “É bom levar um guarda-chuva.”
  • Infinitivo pessoal: aparece quando o sujeito do verbo está indicado, geralmente acompanhado de pronomes pessoais, como “eu”, “tu”, “ele”, etc. Exemplo: “Ele pediu para eu levar o livro.”

Na expressão “não vai dar para eu ir”, “eu ir” está correto porque há preposição “para” e o verbo no infinitivo concorda com o sujeito – “eu”. Se fosse “não vai dar para ir”, o significado seria mais genérico, sem indicar quem vai (ou não vai) realizar a ação.

Por que tanta dúvida sobre a frase?

A confusão surge porque o verbo “dar” costuma ser transitivo em outras frases (ex: “Eu dou um presente”), e o uso do infinitivo após preposições pode ser complicado. Além disso, no português informal, muitas pessoas acabam dizendo “não vai dar para mim ir”, o que é incorreto. O pronome “mim” não pode ser sujeito do verbo “ir”, já que é objeto pessoal oblíquo, e o verbete pede o sujeito no infinitivo pessoal.

Outra armadilha frequente é a substituição por “não vou poder ir”, que é mais simples e menos sujeita a erros, mas não traz a mesma ênfase da expressão original.

Alternativas para evitar erros e soar bem

Para evitar vacilos gramaticais na próxima vez que for recusar um convite, preste atenção em algumas dicas que deixam sua comunicação mais clara, correta e até elegante:

  • Prefira formas explícitas: “Não vou poder ir” ou “Não conseguirei ir” são alternativas que não dependem do infinitivo pessoal e evitam o embaraço.
  • Use a forma correta do pronome após preposição: jamais diga “para mim ir”, substitua sempre por “para eu ir”.
  • Se quiser ser mais formal: opte por construções do tipo “Não será possível a minha ida”.
  • Seja objetivo: em ambientes profissionais ou formais, mensagens curtas como “Não poderei comparecer” transmitem a mesma ideia sem riscos.

não vai dar para eu ir

Curiosidades que ajudam a fixar o aprendizado

  • O infinitivo pessoal não gera confusão só em frases negativas. Ele pode aparecer em perguntas e afirmações: “Para quem vais trabalhar?”, “Espero poder eu mesmo resolver” etc.
  • Em português europeu, o uso do infinitivo pessoal está mais reservado aos contextos formais e literários.
  • Expressões semelhantes que causam dúvidas: “não deu para eu fazer” (correta), “não deu para mim fazer” (errada) – sempre atente ao sujeito do verbo no infinitivo.
  • Usar o pronome errado pode alterar o sentido ou fazer você parecer menos confiante na fala.

Palavras finais para dominar essa construção

Agora que você sabe que “não vai dar para eu ir” está gramaticalmente correto quando usado com o infinitivo pessoal, fica mais fácil usar a expressão com segurança. Ela revela uma construção que, apesar de parecer informal, tem sua base na lógica da língua portuguesa. Quer um lembrete rápido? Sempre depois de “para” que acompanha um verbo, “eu” é o pronome correto para o sujeito e o verbo deve aparecer no infinitivo pessoal.

Dominar essas nuances melhora a sua comunicação e evita aqueles pequenos tropeços que todo mundo repete por falta de informação. Portanto, salve esta dica e aplique sem medo nas conversas, emails e até na rede social da firma.

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