Como as redes sociais estão agindo contra as fake news?

Tempo de leitura: 8 min

Escrito por gabriel
em setembro 15, 2022

As fake news estão diretamente ligadas à desinformação, e elas podem ser facilmente espalhadas na rede, viralizando.

Ainda que essa desinformação não tenha um conceito universal a ser seguido pelas redes sociais, grandes empresas de tecnologia se viram forçadas a adotar medidas para conter notícias falsas e informações enganosas que podem influenciar processos democráticos.

Um estudo do Intervozes, uma organização ativista que estuda mídia, liberdade de expressão e internet, identificou as seguintes redes sociais e como lidam com o tema:

  • Facebook;
  • Instagram;
  • WhatsApp;
  • YouTube;
  • Twitter.

A conclusão a que esse estudo chegou foi que, apesar dos avanços para inibir notícias falsas em suas plataformas, as empresas não estruturaram o assunto em seus termos de uso, que são as políticas contratuais que apresentam para usuários e reguladores.

Neste artigo vamos mostrar como as redes sociais estão lidando com as fake news e aprender mais sobre o tema.

As ações das empresas com as fake news

Ainda que evitem moderar a circulação da informação em suas redes, as big techs têm atuado nessa frente, excluindo publicações. Principalmente com a chegada da COVID-19, foi elevado o potencial danoso de uma informação falsa.

É muito importante que uma produtora de vídeo comercial seja altamente comprometida com a transmissão de notícias verdadeiras.

Conforme apontado pelos pesquisadores, o problema de não organizar as medidas contra a desinformação é que os processos que resultam em exclusão de um conteúdo ou redução de seu alcance não são evidenciados em relatórios de transparência.

Isso é prejudicial à liberdade de expressão, e do ponto de vista da informação sobre como lidam com conteúdos desinformativos, chama atenção a baixa transparência das plataformas.

Isso é o que diz o estudo, que acrescenta que boa parte do trabalho se baseou em buscar informações dispersas em notícias nos sites oficiais e em site de ajuda ou FAQ de cada uma das empresas.

Quais as principais medidas implementadas?

Abaixo pontuamos cada uma das empresas que foram consideradas no estudo e quais as medidas implementadas por cada uma delas. A desinformação pode ser um problema ao nível global ou atingir pequenos núcleos, como uma empresa de automação industrial.

Facebook

O Facebook não tem política específica para a desinformação. Em 2020 foi criado o Conselho de Supervisão de Conteúdo, formado por membros externos à empresa.

Esse conselho toma decisões sobre casos específicos e não apenas relativos à desinformação.

Esta plataforma apresenta estratégias para o tema de maneira resumida nos Padrões da Comunidade, ou seja, em sua política de uso.

Ele recebe denúncias e utiliza sistemas automatizados para analisar publicações. Essas publicações são encaminhadas para agências de checagem parceiras.

Se forem classificadas como “falsas” ou “parcialmente falsas”, elas são rotuladas e acompanhadas de artigos relacionados produzidos pelos checadores.

No entanto, declarações de líderes políticos não passam por agências de checagem. A plataforma remove casos de desinformação que causem violência, danos ou comprometam processos eleitorais.

Ela reduz a circulação de contas difusoras de conteúdo conhecidas como caça-cliques. Desde 2018 implementou uma política que proíbe discurso de ódio.

Assim passou a restringir algumas transmissões ao vivo e indicar materiais de combate ao ódio em buscas relacionadas a nazismo e supremacia branca, por exemplo.

A plataforma ainda derruba contas de comportamento não autêntico coordenado, como contas falsas para promover assuntos específicos.

Ela possui ainda uma biblioteca com anúncios pagos com informações para pesquisas disponíveis para todos, como para uma empresa de cabeamento de rede telefonia predial.

Instagram

O Instagram, em suas diretrizes, segue a linha geral adotada pelo Facebook, com os mesmos fluxos e procedimentos. A plataforma não possui estrutura institucional ou processos específicos para tratar a desinformação.

Eles fazem a análise da informação a partir de agências de checagem de fatos que classificam as publicações em diferentes categorias. Conteúdo que são marcados como desinformativos quando verificados, podem ter sua circulação reduzida.

A plataforma remove conteúdos com falsos tratamentos sobre COVID-19, teorias da conspiração ou alegações falsas registradas como danosas por autoridades de saúde.

Ao longo das eleições, se um conteúdo é classificado como “falso”, um filtro cinza é exibido sobre a imagem e alertas são dados aos usuários. São disponibilizados textos de contraponto elaborados por verificadores de fatos como “desmentidos”.

As contas falsas são removidas, sendo a maior parte já solucionada no momento da tentativa de abertura. Seguindo a linha do Facebook, contas ou redes com comportamento inautêntico são derrubadas.

Saber as formas que o Instagram lida com a desinformação é muito importante para uma empresa de distribuidores de conectores elétricos que trabalha bastante com a ferramenta.

WhatsApp

O WhatsApp é uma plataforma de mensagens privadas criptografadas que não acessa, modera, julga, verifica, bloqueia ou retira conteúdo. De acordo com o estudo, isso é contraditório, pois existem grupos e listas de transmissão que funcionam como rede social.

Ele não possui política ou estrutura institucional para lidar com a desinformação. Atua na redução da circulação de mensagens por meio de limites para encaminhamento.

Uma mudança que ocorreu é que desde a pandemia, mensagens altamente encaminhadas só podem ser repassadas a um contato por vez.

Durante as eleições de 2020, fez um acordo com o TSE para denúncia de disparo em massa e criou um chatbot para troca de informações.

Uma empresa de célula automatizada pode encontrar o aplicativo ou blog oficial, referências sobre a desinformação, mas são dispersas e pouco acessíveis ao usuário comum.

Referindo-se à proibição de criação ou remoção de contas, o estudo aponta isso como falta de transparência quanto às práticas adotadas pelo WhatsApp.

A plataforma inseriu uma lupa ao lado de mensagens altamente encaminhadas para que o usuário busque informações diretamente do Google.

Ela usa ferramentas de tratamento de spam e aprendizagem de máquina para retirar mensagens automatizadas em massa e banir contas com comportamento inadequado.

YouTube

O YouTube não conta com uma política específica para o tema. Existem restrições à disseminação de desinformação que aparecem em diferentes políticas. Nessa plataforma, conteúdos que violam as Diretrizes da Comunidade são removidos e notificados.

É realizado um estímulo a denúncia de conteúdos considerados inapropriados, que são analisados internamente.

Dessa forma, ele tira do ar conteúdos que violam suas diretrizes e reduz o alcance de desinformação danosa e conteúdos limítrofes, deixando de recomendá-los.

Sua empresa fabricante de módulo fotovoltaico deve saber que o YouTube proíbe vídeos editados e adulterados pela política de mídia manipulada, assim como canais que falseiam sua identidade.

Essa ferramenta conta com um grupo de análise de ameaças para identificar práticas de desinformação patrocinadas por governos.

Ele ainda exibe painéis de informação com dados de contexto sobre assuntos históricos com vozes autorizadas, como canais de jornalismo, por exemplo.

A plataforma remove conteúdos e canais que desrespeitam a política para as eleições e passou a remover informações enganosas sobre a COVID-19.

Ela tem política contra spam, falsificação de identidade e envolvimento falso, restringindo o acesso ao serviço por qualquer meio automatizado.

Twitter

Se sua empresa de monitoramento eletrônico usa bastante essa ferramenta, é preciso saber os detalhes sobre ela também.

O Twitter não tem definições específicas para a desinformação, mas ele oferece um contexto para ajudar as pessoas a decidirem o teor de um post contestado.

Ele age em possíveis casos de danos causados por mídias manipuladas, informações enganosas sobre processos eleitorais e relacionadas à COVID-19.

A plataforma proíbe o uso de robôs manipuladores da rede e mídias manipuladas são marcadas, têm a visibilidade reduzida, recebem links com mais explicações ou são removidas.

Também são proibidos anúncios pagos de políticos e veículos de comunicação estatais, além de conteúdos que possam enganar pessoas sobre quando, onde e como votar.

No caso de posts de líderes globais, mesmo que desinformativos, ficam no ar se forem de interesse público. Esse tipo de postagem é exibida com um aviso e não é possível interagir com ela, como bem sabe uma empresa de configuração de servidor.

Depois da pandemia, ampliou a definição de “dano” para incluir conteúdos contrários às recomendações das autoridades de saúde e removeu posts relativos a ações de risco.

A plataforma foi aberta para um acompanhamento em tempo real de postagens sobre COVID-19 por desenvolvedores e pesquisadores. Por fim, ela divulga arquivos de posts de atividades coordenadas apoiadas por governos, aumentando a transparência.

Considerações finais

As fake news são um grande problema em diversos contextos, principalmente em situações que envolvem grandes pessoas, órgãos e instituições.

Grandes acontecimentos, como as eleições, podem movimentar as fake news, e você deve sempre verificar a fonte de uma nova notícia ou informação. Principalmente as notícias muito bombásticas devem ser sempre verificadas antes de serem repassadas.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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