Brasil: População está envelhecendo em ritmo acelerado; saiba o que pode acontecer

Tempo de leitura: 7 min

Escrito por gabriel
em novembro 22, 2022

A partir do momento que o Brasil se separou de Portugal e passou a viver como país independente, o envelhecimento era um tipo de coisa que não existia. Em média, os brasileiros nos primeiros anos dentro de um país independente viviam até os 25 anos.

O enorme território brasileiro era ocupado por mais ou menos 4,7 milhões de pessoas – menos do que tem hoje a cidade do Rio de Janeiro. Hoje, grande parte das localidades no país são ocupadas por empresas de fábrica de chinelo e outros tipos de negócio.

As expectativas eram, provavelmente, conservadoras: o primeiro censo oficial ocorreria em 1872 e não contabilizou a maioria dos povos indígenas. Mesmo com esses números, o Brasil ainda estava longe da lista dos países mais populosos.

Quase toda a sua população era analfabeta, mas felizmente o país contava com uma estrutura melhor de educação, promovendo especializações para pessoas estudarem avaliação judicial de imóvel e outros temas pertinentes à pessoa.

Atualmente, a nação que comemora no dia 7 de setembro a Independência tem uma população 45 vezes maior e é a sétima mais populosa no mundo, de acordo com a ONU.

De acordo com as expectativas, esse ritmo de crescimento deve continuar até pelo menos o ano de 2050, quando se estima que o número de brasileiros alcance um pico de 231 milhões, 16 milhões a mais do que é hoje. Depois disso, a população brasileira começa a diminuir.

Essa tendência, na verdade, costuma se repetir na grande parte do mundo, mas que no Brasil tem ocorrido em um ritmo particularmente rápido, se assemelhando com os países asiáticos.

Esse ritmo, por sua vez, acaba afetando setores alternativos, como a realização de partilhas de bens.

Uma das razões para que a população brasileira esteja em rápido crescimento se dá pelo combate à mortalidade infantil e materna, incluindo também as condições de saneamento básico.

Para que você possa entender melhor, em 1900 a expectativa de vida no Brasil era de no máximo 29 anos, enquanto nos Estados Unidos era de 49.

Ou seja, era uma época em que o brasileiro nem imaginava contar com um aquecimento solar residencial, o que atualmente é realidade para muitas famílias.

Felizmente, ao decorrer dos anos a expectativa de vida tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos aumentou significativamente.

População do Brasil na época da independência

A composição étnica da população brasileira também sofreu grandes mudanças nesses 200 anos. Atualmente o país conta com várias etnias, o que significa que é possível encontrar vários tipos de pessoas em um treinamento nr10, por exemplo.

Por sua vez, o Brasil é apontado como o país das Américas que mais recebeu africanos escravizados. Estamos falando de 4,8 milhões de pessoas ao longo de quase três séculos.

De acordo com estudiosos, um território que até 1500 era totalmente ocupado por indígenas começou a mudar.

Em outras palavras, trata-se de um processo que trouxe mudanças profundas no país e nas pessoas, até chegar aos tempos de hoje, onde encontramos pessoas de várias nacionalidades trabalhando com display de chão personalizado ou outros negócios.

Por volta de 1800, duas décadas antes da Independência, as primeiras estimativas indicavam que os indígenas eram apenas 8% da população total, de 3,3 milhões de habitantes.

Nessa mesma época, pessoas de origem europeia, mas concentradas nos centros urbanos, representavam 31% e a população de origem africana, fosse livre ou escravizada, era 61% no total.

A porcentagem de europeus aumentaria nas próximas décadas para quase 40%, com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil e o início de uma migração mais acentuada de europeus de outras nacionalidades nas décadas seguintes.

Contudo, o censo realizado em 1872, o primeiro da história brasileira, indicou que, dos quase 10 milhões de habitantes do Brasil, pessoas de origem africana permaneciam em domínio.

Foi justamente nessa época que o ritmo de crescimento da população brasileira começou a aumentar até o século 20.

Hoje, esse ritmo ainda encontra-se rápido, o que mostra como há muitas pessoas para trabalhar em uma empresa de bandeja porta malas, que na verdade é realidade em todos os tipos de área.

Dessa forma, a população brasileira foi tendo progressivos aumentos de tamanho: o censo de 1890, feito pouco depois da Proclamação da República, contabilizou 14,3 milhões de habitantes.

De acordo com os primeiros censos que foram realizados, o período de maior crescimento demográfico da história brasileira ocorreu nas décadas de 1950 e 1960, com média de 3% ao ano.

Esse crescimento não é decorrente do afluxo de estrangeiros, mas sim por conta da queda da taxa de mortalidade.

Naquela época, as mulheres tinham em média 6,3 filhos cada uma. Uma taxa que caiu progressivamente até a média atual, que é 1,7.

Envelhecimento ao estilo asiático

A combinação entre o aumento da expectativa de vida e a queda no número de filhos por mulher resultou numa rápida mudança na estrutura etária do Brasil a partir dos anos 1970, de acordo com os principais estudiosos do tema.

Esse crescimento inclusive foi mais rápido que países europeus e o próprio Estados Unidos.

A França, por sua vez, foi o primeiro país em que os idosos representavam 7% da população, ainda em 1870. O índice francês dobrou para 14% em 1980.

Por outro lado, o Brasil com uma estrutura demográfica mais jovem, só chegou a 7% de idosos recentemente, em 2012.

Tal ritmo de envelhecimento também é visto em outros países, como o Japão, Coreia do Sul, Tailândia e China, que também tinham uma taxa de fecundidade alta até a década de 1960, e desde então vem reduzindo rapidamente o número médio de filhos por mulher.

O Japão, por sua vez, foi o país que chegou rapidamente à proporção de 14% de idosos na população, já que a queda das taxas de fecundidade japonesa ocorreu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial e a expectativa de vida ao nascer.

Contudo, o Japão foi exceção entre os países desenvolvidos a ter um envelhecimento da população tão rápido. De um modo geral, os países em desenvolvimento tiveram uma transição demográfica mais veloz. Mas o que isso significa?

De acordo com a posição dos estudiosos do tema, eles dispõem de menos tempo para se adaptar à nova realidade demográfica. O Japão e a Coreia do Sul já conseguiram enriquecer antes mesmo de envelhecer.

Por outro lado, vale a pena dizer que a China e a Tailândia já estão a caminho de uma renda per capita alta.

Já o Brasil, após conviver anos e anos numa crise econômica, possui renda estagnada e está a caminho de envelhecer antes de enriquecer.

Em outras palavras, isso significa que o país ainda não resolveu os problemas típicos de uma sociedade jovem, como saneamento básico e educação básica.

Primeiro bônus demográfico

De acordo com as previsões da ONU, o Brasil provavelmente ainda tem algumas décadas no atual primeiro bônus demográfico. Ou seja, de um contingente grande de população jovem e economicamente ativa em relação ao grupo etário com mais nativos.

Por volta da década de 2040, o grupo de pessoas de 15 a 64 anos alcançará o seu pico e começará a cair. A partir daí, quem vai crescer de maneira proporcional é a faixa de brasileiros com mais de 60 anos.

O bônus demográfico, por sua vez, é uma oportunidade de aumentar a produção de bens e serviços. Contudo, essa janela de oportunidade só ocorre uma vez para cada país, e dura entre 50 e 70 anos.

O Brasil, por outro lado, deve chegar ao final do século 21 com uma proporção maior de pessoas dependentes em relação às que estão em idade produtiva. Isso deve ter um impacto importante na Previdência Social, no sistema de saúde e no mercado de trabalho.

O fenômeno será mundial: em 2100, de acordo com as projeções da ONU, o mundo terá apenas 1,7 adulto de 20 a 59 anos para cada idoso de 60 anos ou mais, na média. Aqui a expectativa é que essa taxa seja ainda menor, chegando a 1,1 adulto para cada caso.

Segundo e terceiro bônus como alternativa para crescimento

Esse fenômeno demográfico traz consigo a urgência de que o Brasil aproveite ao máximo as décadas restantes de alto contingente jovens em idade produtiva.

Para conseguir o chamado segundo bônus, é necessário elevar as taxas de poupança e investimento dos cidadãos para aumentar a produtividade econômica.

Logo, torna-se ainda mais necessário a importância clínica de exames ocupacionais para habilitar as pessoas a trabalharem e gerar a economia no país.

Conclusão

Com esse artigo, podemos ver que os motivos para que a população brasileira esteja crescendo depende inteiramente de vários aspectos. Em consequência disso, o aumento da população pode gerar:

  • Desmatamento;
  • Esgotamento de solos;
  • Fome;
  • Problemas sociais.

Portanto, com o aumento da população vem também a preocupação de ter uma estrutura necessária para comportar esse número imenso de pessoas.

Mas o cenário é positivo para o país, o que reforça ainda mais a propagação de ações que combatem a mortalidade infantil e outros males.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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