Degradação florestal: 5 fatos que comprovam os riscos dos danos às florestas

Tempo de leitura: 8 min

Escrito por gabriel
em janeiro 24, 2023

A degradação florestal é um problema sério para a sociedade e o meio ambiente, uma vez que os seus malefícios prejudicam a saúde de ambos.

O planeta enfrenta diversos problemas ambientais que são causados pelos seres humanos todos os dias, onde a emissão de gás carbônico causado pelas fábricas, meio de transporte e entre outros impactam diretamente na saúde da natureza.

Por esse motivo, ações como a coleta de resíduos químicos adequada, reciclagem de embalagens e entre muitas outras providências são necessárias para garantir o bem-estar de todos.

Entretanto, ainda existem muitos danos ao meio ambiente que são causados pelas pessoas, onde a degradação florestal é um dos grandes problemas.

Continue lendo esse artigo e compreenda um pouco mais sobre o que é a degradação florestal e quais são os seus impactos para o planeta.

O que é degradação florestal?

Atualmente, a degradação florestal é a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa na Amazônia. Todavia, a degradação é uma das causas menos conhecidas do desmatamento.

Esse tipo de dano ao meio ambiente acontece quando existe uma eliminação parcial e gradual da vegetação da floresta, onde isso acontece devido à extração seletiva de madeira e entre outros recursos naturais, como o minério.

Além disso, ela também pode ser causada pelo fogo ou por mudanças climáticas. Com isso, ela adquire a capacidade de alcançar até mesmo as áreas distantes de onde ocorreram os desmatamentos.

Devido ao desmatamento nos ambientes, até mesmo as árvores mais distantes do ocorrido começam a secar e a morrer, atingindo uma grande área da floresta.

Com isso, pode-se perceber uma grande necessidade de que ocorra uma compensação ambiental, uma vez que o desmatamento de uma região pode impactar muito mais do que apenas aquela área, ocasionando um aumento significativo de regiões prejudicadas.

Além disso, mesmo partindo de uma floresta intacta, a degradação possui a capacidade de minar a integridade da cobertura vegetal ao longo do tempo.

Com isso, apesar da região conter uma mata primária, a área que foi degradada não possui mais a mesma estrutura, resiliência e funções de uma floresta que está intacta.

Com isso, uma empresa de análise de solo pode confirmar a infertilidade de uma terra e os efeitos negativos que são proporcionados a ela.

Ademais, à medida que a degradação avança, a perda de biomassa florestal acaba se aproximando da que é adquirida em um cenário de desmatamento com um corte raso, onde existe uma remoção total ou quase total da cobertura vegetal da região.

Dessa forma, mesmo que os processos de degradação pareçam menos destrutivos do que um corte raso, ao interromper a perda florestal em um estágio que é menos avançado pode potencializar a capacidade de conservação da vegetação nativa em um longo prazo.

Situações que contribuem para o seu avanço

Existem algumas situações que possuem a capacidade de contribuírem para o avanço da degradação florestal, sendo prejudicial ao meio ambiente e causando sérias consequências.

Dentre os principais fatores que compõem a degradação e que causam impactos negativos na Floresta Amazônica e entre muitos lugares estão:

  • Extração seletiva de madeira;
  • Queima do sub-bosque;
  • Efeito de borda;
  • Fragmentação florestal;
  • Avanço da urbanização.

Esses são os principais fatores que podem prejudicar as florestas, criando problemas ambientais muito sérios.

1 – Extração seletiva de madeira

A extração seletiva de madeira é nada menos do que uma atividade florestal que inclui a exploração de um grupo de espécies florestais em suas florestas nativas.

Normalmente, as espécies de maior valor ou com um maior interesse comercial são as mais afetadas dessa situação.

A prática da extração de madeira precisa de muito cuidado e planejamento, uma vez que caso isso não aconteça se ocasiona uma perda econômica significativa e um grande prejuízo ao meio ambiente.

Por esse motivo, é necessário possuir um licenciamento ambiental, a fim de obter um maior controle sobre a situação e garantir que essa prática não cause danos negativos à natureza.

2 – Queima do sub-bosque

As queimadas são extremamente prejudiciais ao meio ambiente, uma vez que elas causam inúmeros malefícios ao solo.

Consequências como o aquecimento do solo, erosão, redução de nutrientes do solo, redução do teor de matéria orgânica, acidez do solo, alteração do microclima local e entre muitos outros fatores são apenas algumas das reações que esse ato pode causar.

Com isso, o solo pode ficar infértil, acabando não apenas com a natureza presente no local como também com a futura, que poderia ter crescido ali. Além disso, os animais são obrigados a encontrar outras regiões que possuem a capacidade de os abrigar.

Por esse motivo, é importante que haja um controle de animais sinantrópicos, a fim de conseguir controlar a área de animais indesejados. Entretanto, existe muitas vezes um motivo para essa migração, sendo a queima de floresta, o seu habitat natural, um deles.

3 – Efeito de borda

O efeito de borda são as alterações nos parâmetros físicos, químicos e biológicos de uma área em contato com vegetação.

Ele acontece quando as árvores localizadas nas extremidades de um fragmento ficam expostas ao clima, parasita e entre outros fatores biológicos e químicos, ficando menos saudáveis e, consequentemente, morrendo.

Para que isso não aconteça, é necessário tomar algumas medidas práticas, como proteger as áreas fragmentadas remanescentes, realizar o replantio de espécies nativas e entre outras ações.

Além disso, é possível criar unidades de conservação, investir na educação ambiental, consultar um laboratório de análise de água para acompanhar a melhoria, entre outros fatores.

4 – Fragmentação florestal

A fragmentação florestal é um processo onde ocorre a divisão de regiões contínuas de vegetação natural devido a causas naturais que são muitas vezes causadas por mudanças ambientais e eventos de uma grande magnitude.

Para que haja esse controle, é necessária uma consultoria ambiental, onde basta apenas pesquisar por “empresas de consultoria ambiental em sp”, por exemplo, a fim de encontrar aquela que melhor se encaixa com as suas necessidades.

Dessa forma, você obtém um maior controle sobre a sua região de posse, conseguindo realizar os procedimentos necessários para conseguir uma melhoria contínua no meio ambiente.

5 – Avanço da urbanização

Com o avanço da urbanização, muitas vezes se obtém como consequência uma destruição desenfreada de áreas naturais e que poderiam ser melhor conservadas.

Por esse motivo, é necessário garantir que todo o processo esteja de acordo com as necessidades do meio ambiente e um cadastro ambiental rural precisa ser concluído.

Com isso, é possível passar as informações relevantes referente aos imóveis rurais, garantindo a saúde ambiental do lugar.

Ações implementadas pela gestão pública

Existem muitas ações que podem ser tomadas com o intuito de melhorar a situação, não apenas das florestas, como também de todo o meio ambiente.

O debate sobre o tema possui grande relevância, uma vez que é necessário conscientizar as pessoas sobre os danos que elas podem causar à natureza e as consequências que esse ato pode ocasionar no futuro.

Por esse motivo, é sempre muito importante construir um debate sobre o tema, garantindo que todos compreendam a sua relevância para o planeta.

Com o intuito de preservar a Amazônia, o Governo Federal desenvolveu uma série de ações que possuem como principal objetivo o desenvolvimento sustentável de toda a região. Dessa forma, dentre as principais ações tomadas pela gestão pública, estão:

  • Criação do Conselho Nacional da Amazônia;
  • Operação Verde Brasil 2;
  • Programa Floresta +;
  • Floresta + Carbono;
  • Comissão Executiva para Controle de Desmatamento Ilegal;
  • Sinaflor +;
  • Plataforma Adapta Brasil;
  • Manejo Florestal Sustentável;
  • Regularização Fundiária;
  • Mais Brigadistas.

Essas foram as principais ações tomadas pelo Governo Federal com o intuito de conservar a Amazônia e combater os danos à sua região.

De diferentes formas, todas essas ações possuem diversas maneiras de combater um problema distinto da Floresta Amazônia. O Conselho Nacional da Amazônia possui a finalidade de coordenar os projetos que são voltados à proteção e defesa da região.

Já a Operação Verde Brasil 2 possui o intuito de prevenir os delitos ambientais e combater os incêndios da região. O Programa Floresta + é um modo de valorização das pessoas que cuidam e preservam a floresta nativa brasileira, a fim de motivá-los a continuarem o bom trabalho.

A Floresta + Carbono foi criado com o intuito de reduzir as suas emissões de gases carbono, enquanto que a Comissão Executiva para Combate de Desmatamento Ilegal foi criada a fim de combater o desmatamento.

Já a Sinaflor + é um sistema que consegue obter um maior controle no manejo de madeira da região. A Plataforma Adapta Brasil são indicadores das mudanças climáticas, enquanto que o Manejo Florestal Sustentável permite a exploração racional com técnicas de mínimo impacto.

A Regularização Fundiária promove o desenvolvimento aliado à preservação para os proprietários e, por fim, a Mais Brigadistas têm um foco maior no combate a incêndios.

Dessa forma, todos os impactos citados anteriormente possuem uma ou mais ações do governo que incentivam o bem-estar do meio ambiente. Entretanto, o problema ainda persiste, sendo muito importante o debate e a conscientização de todos sobre os impactos naturais.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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