Decreto aumenta IOF até dezembro

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por admin
em novembro 28, 2021

O IOF aumentou. E agora? Veja o que mudou com a alta dessa alíquota e como driblar esse aumento.

Se você for fazer uma operação financeira, saiba que o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) aumentou. Isso mesmo que você leu! Estar atento a essas mudanças é importante para que o seu planejamento financeiro não seja prejudicado e, com isso, você tenha que desembolsar uma quantia que não esperava para arcar com os seus compromissos.

O Decreto Presidencial 10.797/2021 entrou em vigor dia 20/09/2021. No entanto, esse aumento é temporário e está previsto até 31/12/2021. Segundo o Governo Federal, o objetivo desse aumento é angariar recursos (no valor de R$ 2,14 bilhões) para custear o Auxílio Brasil.

Quer saber o que muda com o aumento do IOF? Será que com essa mudança é possível fazer câmbio sem prejuízos? Nós contamos para você neste artigo. Continue a leitura até o final!

O que mudou com o aumento do IOF?

Para o consumidor, as operações que envolvem crédito ficaram mais caras. Nesse sentido, o IOF diário do rotativo do cartão, cheque especial, financiamentos de veículos, empréstimos e crédito pessoal precisam de atenção especial, uma vez que as alterações impactam diretamente seu bolso.

As empresas, por sua vez, além dos empréstimos, precisam ter um cuidado com a antecipação de recebíveis e o capital de giro, tendo em vista que essas modalidades também foram afetadas com a nova alíquota. Nesse momento, investir seus esforços para otimizar o fluxo de caixa é a melhor saída para não ter que recorrer a linhas de crédito nesse período.

Mas, afinal, de quanto foi esse aumento? Para pessoas físicas, o IOF foi de 3% para 4,08%. Já para pessoas jurídicas, ele saltou de 1,5% para 2,04%.

Quais os impactos na Bolsa de Valores?

As empresas que sofreram impactos negativos com o aumento do IOF são as instituições que oferecem crédito, como fintechs, bancos, financeiras e factorings. Isso porque o custo para conseguir o crédito ficou mais caro para o consumidor/empreendedor, o que faz com que haja uma desaceleração na concessão de crédito, ou seja, muitas pessoas optam por esperar e não adquirir um empréstimo agora.

Como se não bastasse o aumento do IOF, a Selic também sofreu uma alta e isso desestimula ainda mais a tomada de empréstimos.  

Fazer câmbio ficou mais caro?

Não. O aumento do IOF afetou apenas as operações de crédito. Além do câmbio, seguros e outras operações ligadas a títulos ou valores imobiliários não sofreram incidência de novas alíquotas. Isso significa que, se você está com viagem marcada para o exterior, pode viajar tranquilamente, pois não sofrerá com a alta.

Como se “blindar” contra esse aumento?

Não é possível fugir do aumento do IOF. No entanto, o que você — enquanto empreendedor ou consumidor — pode fazer é evitar a tomada de empréstimos até o fim do Decreto. Outra saída é recorrer a linhas de crédito que não incidem IOF, como é o caso do financiamento imobiliário.

Outro cuidado muito importante está relacionado ao uso do cheque especial e o rotativo do cartão. Isso porque os juros ficaram ainda mais caros e podem comprometer seriamente as suas finanças pessoais e empresariais.

O mais recomendado é realizar um controle eficiente do orçamento e construir uma reserva de emergência sólida. Dessa forma, caso algum imprevisto aconteça, você não precisará recorrer a empréstimos e ficar à mercê do aumento das alíquotas.

O aumento do IOF é uma medida provisória, portanto, não se desespere. Caso precise, procure se organizar para realizar empréstimos apenas no próximo ano, assim, poderá ter mais tranquilidade para pagar as parcelas e não comprometerá o seu orçamento.

Esse é um momento de disciplina. Postergar decisões que exigem crédito e evitar gastos desnecessários é o melhor caminho para quem almeja ter uma vida financeira saudável.

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