Confira curiosidades e como eliminar cupins em caso de infestação

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por MCarlos
em setembro 24, 2021

Madeira e cupim, definitivamente, não dão certo. Os insetos destroem móveis e outras estruturas para se alimentar, acarretando prejuízos aos seus bens. O que esses insetos têm de pequeno ele também tem de força, afinal, eliminar os cupins não é uma tarefa simples. Desse modo, você deve achar medidas adequadas para conter uma infestação. Não utilize óleo de cravo nem querosene: a descupinização dará certo somente nas mãos de profissionais qualificados.

A seguir, iremos listar algumas curiosidades sobre cupins. Saiba o que torna essas pragas tão fortes. Confira, ainda, como dedetizar um local sem obstrui-lo – o que pode ser benéfico para empresas em pleno funcionamento.

Curiosidades sobre cupins

1. Cupins infestam até canteiros de obras

O cupim de solo é um ser forasteiro que surgiu no Brasil na primeira metade do século XX. Como não tinha predadores naturais por aqui, ele logo se expandiu.

Esse inseto constrói o ninho no subterrâneo, em ambientes úmidos. Por esse motivo, um canteiro de obras pode ser um local ideal para a instalação da colônia.

Com mandíbulas poderosas, o cupim consegue penetrar paredes de alvenaria para alcançar o alimento. Ele vai do chão ao forro da madeira, atravessando também pelos “caixões desaparecidos” das lajes. Isto é, pode abarrotar um edifício antes mesmo de a construção ser finalizada.

Confira curiosidades e como eliminar cupins em caso de infestação
Confira curiosidades e como eliminar cupins em caso de infestação

2. Cupins podem causar incêndios

Esses cupins subterrâneos passam por fiações elétricas. Quando as pragas chegam ao eletroduto, eles formam uma substância ácida. A combinação desse composto com a saliva e os excrementos das pragas vai estragando o cabeamento.

Em outros termos, o inseto colabora para o risco de curtos-circuitos na rede – motivo comum para incêndios em construções. O problema piora porque muitas pessoas utilizam querosene para acabar com os cupins. E isso é uma falha perigosa. Não unicamente esse produto é ineficiente para acabar com os invasores, como também é demasiadamente inflamável.

3. Veneno de cupim não passa de um atenuante

Aliás, a web está lotada de resoluções que juram eliminar os cupins de vez. Óleo de cravo e laranja, por exemplo, são considerados repelentes naturais. Lamentavelmente, o cheiro dessas substâncias não adentra tão profundamente na madeira, então dificilmente chegará ao centro do cupinzeiro.

Já os venenos oferecidos nos comércios atuam como paliativos. Cupim voador, mais conhecido como aleluia ou siriri, até que fica atordoado com produtos inseticidas comuns. Contudo, ele representa só parte da colônia.

A espécie dos operários de mantem no interior de esquadrias, vigas, rodapés, batentes e móveis. São eles que furam os túneis e deixam a madeira oca. Alguns escalam à superfície, de forma que eles sobrevivem mesmo se tiver utilização de algum produto químico no local.

4. Nem madeira de lei escapa da infestação

É verídico que o cupim de madeira seca opta pela maciez do pinho, ou até mesmo outros objetos celulósicos, como embalagens e gesso. Os móveis antigos, construídos em jacarandá ou peroba, jamais são a primeira preferência do cardápio.

Mesmo assim, materiais em madeira de lei permanecem vulneráveis ao ataque. Isso ocorre quando o grau de infestação está grande.

Da mesma forma vale para compensados, que passam por processo de imunização antes de serem retirados da fábrica. Essas intervenções possuem vida útil limitada. Resumindo, a visível força do material de maneira nenhuma é páreo para a fome voraz das pragas.

5. Cupim não se alimenta de madeira

Ironicamente, o inseto não engole o material. Essa ação é realizada por microrganismos existentes no intestino do inseto.

Os parasitas geram celulase, uma enzima que rompe as fibras vegetais. Em seguida, eles ingerem e processam as partículas. É na eliminação que estão os nutrientes aptos de satisfazer o hospedeiro.

Fundos, protozoários e bactérias podem fazer o papel de digerir a celulose. Convém atentar-se que essa forte fonte de energia dos cupins está presente não apenas em móveis, mas também em tecidos e papéis. Por isso, os depredadores de uma madeira podem danificar, igualmente, documentos e roupas.

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